nada a nada se desenha tudo

 

afagar o papel com as pontas dos dedos
desenhar a tua  luz que se refugia
por dentro da esquina mais sombria
nos meus olhos chorando-te os medos

em ti desenhar-te o corpo pelas linhas
que os meus olhos vêem e os dedos sentem
dobrando os lençóis em que te embaínhas
como espada de palavras que a mim e ti mentem

e eu fosse o meu  espírito perdido de mim
em ti de papel passado

© adealmeida

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