quando um rio galga

quando um rio galga

 

a meretíssima meretriz
que escreve para o público
umas redondilhas sobre o seu nariz

ao seu jeito de quem se assoa
ao emaranhado ninho púbico
onde se assoou meia lisboa

sabe bem a quem abraçar para aquecer
o seu mealheiro de falso pudor
debitando fel essa praga de fedor
contra a contra cultura de contra-poder

a melra usa e abusa do seu meio
como fosse ele aquela antiga virtude
que faz gala maior no vício e amiúde
do que pinga da ganância faz seu recheio

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